[ Toronto ]

Canada 150 – Comportamentos canadense

Dando sequência a série de posts sobre o Canadá em comemoração aos 150 anos do país, hoje vou falar sobre alguns comportamentos que são comuns de serem vistos por aqui.
Vale ressaltar que eu sou uma récem chegada no país e minhas percepções são baseadas na minha vivência e observação nesses 9 meses que estou aqui.

ACEITAR AS PESSOAS COMO ELAS SÃO

Como comentei no post anterior dessa série, os Canadenses não tem nenhum tipo de preconceito por nacionalidade, religião ou cultura dos imigrantes e um comportamento que eu notei é que as pessoas nunca ficam olhando fixamente para as outras ou olhando dos pés à cabeça.
Então não importa como você esteja vestida, maquiada (ou não), se seu cabelo é azul ou se queira cantar e dançar no meio da rua que as pessoas não vão ficar te “medindo” e consequentemente não vão ficar te julgando. Isso me trouxe uma liberdade indescritível de ser como eu sou e me vestir como me convém.

PACIÊNCIA PARA CONVERSAR

Por ser um país repleto de imigrantes, nem todo mundo é fluente no inglês e/ou tem uma pronuncia perfeita e por estarem acostumados com isso, as pessoas tem muita paciência para conversar entre si e fazem de tudo para entender e serem entendidas.

INTERESSE POR OUTRAS CULTURAS

Algo que sempre acontece comigo, é que quando digo que sou Brasileira, as pessoas tentam ser o mais agradáveis possíveis dizendo algo que elas sabem do Brasil, seja um lugar, uma comida, uma musica, um artista, enfim, qualquer coisa que elas conseguirem resgatar na memória. O engraçado é que isso, sempre me deixa feliz pelo interesse dela e orgulhosa da cultura do meu país ter chegado de alguma forma para aquela pessoa.

A CONFIANÇA NO PRÓXIMO

Uma coisa que eu não canso de me surpreender é a confiança que as pessoas tem uma nas outras, seja do ônibus que não tem cobrador, dos guichês do metro que as pessoas jogam o dinheiro da passagem numa caixa e ninguém confere, das casas que deixam diversos itens para fora de casa, dos produtos que você devolve sem burocracia, dos dias de folga ou saídas mais cedo do trabalho que você pede para resolver algo pessoal e não precisa explicar o porque, afinal se eu estou pedindo é porque preciso resolver algo importante, entre outros exemplos.
A última que aconteceu comigo, foi em uma loja grande daqui, onde ao chegar no caixa eu notei que a etiqueta havia caído do produto e a atendente apenas me perguntou: – “Qual o valor estava na peça?” – eu informei o valor e ela cobrou sem pesquisar e/ou questionar nada.

RELAÇÃO COM O TRABALHO

Diferente do que eu vivia no Brasil, o trabalho aqui não é a vida das pessoas, elas não trabalham 10hs…12hs como eu já fiz muito no Brasil. Aqui elas entram e saem religiosamente no seu horário, pois querem aproveitar ao máximo o tempo livre da vida que os espera lá fora. Essa foi uma das coisas que mais me libertou e me trouxe uma rotina muito mais equilibrada, leve e produtiva.
Aqui também não tem horário de almoço, as pessoas levam sua própria comida e comem na mesa do trabalho. Com isso, garantem a saída mais cedo, pois para eles a refeição mais importante na qual merece mais tempo é o jantar, onde estarão acompanhados da família.

POUCO CONSUMISMO

As coisas aqui são mais baratas que no Brasil e eu mesma, achei que ia acabar sendo tentada a consumir mais quando morasse aqui. Engano meu, pois é nítido como a maioria das pessoas investem mais tempo (e dinheiro) em lazer do que nos shoppings. E o reflexo disso, são de coleções que ficam estagnadas até irem parar, pouco tempo depois, nos saldões das lojas que é quando de fato as pessoas acabam comprando.

Espero que vocês tenham gostado de conhecer alguns comportamentos comuns que notei aqui. Aliás, me conta nos comentários, quais você achou mais interessante.

Beijos e até o próximo post da nossa série.

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mundodasil

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