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Uma pergunta que pode te ajudar

No stories do meu instagram (@mundodasil) eu gosto de compartilhar dicas que eu imagino que possam ajudar ou inspirar as pessoas. Com isso, às vezes eu falo de lugares ou produtos que eu comprei e gostei, compartilho as etapas de algumas receitas simples (mas bem gostosinhas rsrs) e também tenho compartilhado algumas reflexões e descobertas que tenho tido na minha jornada de autoconhecimento.

Essa semana me peguei fazendo frequentemente uma pergunta – que vou chamar de pergunta bússula – que tem me ajudado muito a estar presente nas minhas ações e me faz refletir se quem está querendo agir sou eu ou o meu ego/meu eu falso (se você nunca ouviu falar desses termos, eu recomendo muitíssimo pesquisar sobre).
Como a reflexão provocada por essa pergunta bússula, tem tido um efeito profundo, achei que valeria mais a pena escrever um post sobre isso.

A VIDA NO AUTOMÁTICO.

A gente costuma viver no automático, muitas vezes acordando para ir trabalhar, mas já pensando na reunião importante que terá fim do dia ou preocupado com a hora que retornará para casa. Com isso, acabamos vivendo nossa rotina observando muito pouco (ou nada) do que pensamos ao longo do dia, então acabamos enxergando e compreendendo pouco sobre os diversos sentimentos e sensações que sentimos e expressamos ao longo do dia e também não nos atentamos as nossas reações, reflexos e impulsos diante de cada situação boa ou ruim.

O autoconhecimento explora esses momentos preciosos de aprendizado que temos em todos os segundos de nossas vidas e é mágico de verdade, saber o quanto cada movimento, cada pensamento e cada sentimento diz sobre nós.

De fato é algo lindo, mas às vezes é dificil não ceder para o ego em relação a “facilidade” de se viver no automático sem nos observar, por isso, eu vim compartilhar com vocês, a pergunta bussúla que tem feito muito sentido para mim e tem me ajudado a estar presente nas situações, ou seja, observando tudo que se passa dentro e fora de mim em diversos momentos do meu dia.

QUAL A SUA INTENÇÃO?

Assim como tudo que você faz em busca do autoconhecimento, é importante ser muitissimo verdadeiro consigo ao responder a essa pergunta. Sei que isso parece óbvio, mas é que todos nós queremos ser sempre boas pessoas e por isso, às vezes é dificil admitir que temos pensamentos, comportamentos ou intenções ruins, mas somente encarando o meu lado “ruim” (que eu prefiro chamar de imaturo) que eu conseguirei compreendê-lo, tratá-lo e evoluir.

Essa simples questão tem ensinado muito sobre mim, sobre o meu ego e também me orientado sobre o meu agir, por isso, eu tenho me feito essa pergunta muitas, muitas e muitas vezes ao longo do dia. Veja abaixo alguns exemplos:

– Qual a minha intenção quando quero dizer isso para essa pessoa?
(Será que eu quero ser amorosa ou quero confrontá-la?)
– Qual a minha intenção quando posto nas redes sociais uma foto das minhas férias maravilhosas?
(Será que eu quero compartilhar um lugar lindo ou quero mostrar que estou numa boa enquanto os demais trabalham nessa linda segunda-feira?)
– Qual a minha intenção quando pergunto para alguém quando ela vai casar ou quando terá filhos?
(Depois que eu aprendi aqui, o quanto essa pergunta é invasiva, eu nem consigo pensar numa boa intenção por trás dela)
– Qual a minha intenção quando tento convencer meu colega que fazer academia é a melhor coisa para ele?
(Será que quero ajudar ou quero apenas ter razão?)
– Qual a minha intenção quando critico o trabalho do meu colega para um outro colega?
(Será que minha intenção é positiva?)
– Qual a minha intenção quando exponho meu ponto de vista numa reunião ou numa conversa entre os amigos?
(Será que quero contribuir ou apenas ter razão?)
– Qual a minha intenção querendo ir no shopping hoje?
(Será que preciso comprar algo ou só quero aliviar minha ansiedade, estress?)
– Qual a minha intenção quando comento no insta de um famoso que não gostei da roupa dele ou que achei que ele estava errado em terminar seu relacionamento?
(Será que eu quero ajudar essa pessoa ou eu quero ferí-la?)
– Qual a minha intenção ao dar um conselho?
(Será que eu quero ajudar ou quero apenas ter razão?)
– Qual a minha intenção ao fazer uma piada com uma pessoa?
(Será que eu quero ser agradável ou eu quero irritá-la?)

Esses são apenas alguns exemplos de perguntas e alguns exemplos de intenções por trás delas, mas é claro que podem haver outras dezenas de intenções por trás dessas mesmas perguntas, mas somente você poderá interpretá-las.

A MÁ INTENÇÃO DISFARÇADA DE BOA

Como eu comentei acima, o autoconhecimento é fascinante e surpreendente, tanto que nessa jornada eu descobri más intenções disfarçadas de boas. Dá para acreditar, nessa cilada?!
Como exemplo, eu tenho uma situação onde depois de usar uma estratégia de organização para fazer a minha mudança (que super me ajudou), eu fui compartilhá-la meses depois com uma amiga que estava de mudança. Dei todas as dicas e me coloquei a disposição para ajudá-la com qualquer dúvida. Naquele momento, se me perguntassem, eu acharia que a intenção era boa, pois eu estava ajudando alguém, certo?! Mas algumas semanas depois quando ela me mandou mensagem agradecendo pela ajuda, dizendo que tinha conseguido organizar e que tinha dado certo, eu automaticamente senti uma satisfação (aqui está a importância de conhecer seus sentimentos), mas não vinda de uma alegria por ter ajudado, era uma satisfação vinda do prazer de estar certa.
Com isso eu percebi que eu havia ajudado ela para que no final eu pudesse receber o retorno dela me dizendo: “poxa! você estava certa, seu método era muito bom, mesmo”. Doeu saber disso? Doeu! Mas só assim eu pude tratar esse comportamento, para que nas próximas vezes eu pudesse ajudar o próximo com uma verdadeira boa intenção.

Um outro exemplo desse, aconteceu essa semana quando levei o meu cachorro para tosar e como esse momento não é confortável para ele, eu gosto de lhe comprar um brinquedo novo quando vejo que ele ficou estressado na tosa, no entanto, nessa última vez quando novamente me deu vontade de ter a mesma atitude, eu me questionei sobre a minha intenção, foi então, que eu descobri que a intenção por trás dessa compra não era boa pois, mesmo parecendo que eu queria agradá-lo, a intenção verdadeira era aliviar a minha culpa por ter levado ele e também a culpa por ainda não ter aprendido a tosá-lo e poupa-lo dessa situação.

Como eu disse, às vezes não será bonito se olhar, pois a gente descobre que temos fraquezas, que erramos, que temos medo, que nos culpamos, etc. Mas a parte boa, é que só você precisa saber o que se passa aí dentro, então seja sempre muito verdadeiro consigo e enxergue o que de fato você está sentindo e pensando. Pois é encarando suas fraquezas que você se tornará uma pessoa melhor <3

Espero que essa reflexão tenha ajudado você e que essa pergunta bússula lhe sirva de orientação para você refletir se sua intenção ao falar, pensar ou agir é verdadeiramente boa ou se esconde uma intenção “ruim” (imatura). Ahhh eu nem preciso dizer que se a intenção não for boa, é melhor não falar o que estavámos pensando ou agir como estavámos planejando, pelo menos não naquele momento em que a intenção não é boa. Na situação acima, por exemplo, não significa que eu nunca mais vou comprar brinquedos para o meu cachorro, porém, só irei fazê-lo quando a intenção for boa, o que naquele momento em específico não era e portanto, eu não comprei.

Beijos.

 

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